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sábado, 17 de julho de 2010

Bode expiatório


O bode expiatório de William Holman Hunt.

O bode expiatório era um animal que era apartado do rebanho e deixado só na natureza selvagem como parte das cerimôniashebraicas do Yom Kippur, o Dia da Expiação, a época do Templo de Jerusalém. Este rito é descrito na Bíblia em Levítico, capítulo 16.


Na Torá

Dois bodes eram levados, juntamente a um touro, ao lugar de sacrifício, como parte dos Korbanot do Templo de Jerusalém. No templo os sacerdotes sorteavam um dos bodes. Um era queimado emholocausto no altar de sacrifício com o touro. O segundo tornava-se o bode expiatório, pois o sacerdote punha suas mãos sobre a cabeça do animal e confessava os pecados do povo de Israel. Posteriormente, o bode era deixado ao relento na natureza selvagem, levando consigo os pecados de toda a gente, para ser reclamado pelo anjocaído Azazel.


A visão cristã

Na teologia cristã, a história do bode expiatório no Levítico é interpretada como uma prefiguração simbólica do auto-sacrifício deJesus, que chama a si os pecados da Humanidade, tendo sido expulso da cidade sob ordem dos sacerdotes.


Sentido figurado do termo

Em sentido figurado, um "bode expiatório" é alguém que é escolhido arbitrariamente para levar (sozinho) a culpa de uma calamidade, crime ou qualquer evento negativo (que geralmente não tenha cometido). A busca do bode expiatório é um ato irracional de determinar que uma pessoa ou um grupo de pessoas, ou até mesmo algo, seja responsável de um ou mais problemas sem a constatação real dos fatos.

A busca do bode expiatório é um importante instrumento de propaganda. Um clássico exemplo são os judeus durante o períodonazista, que eram apontados como culpados pelo colapso político e pelos problemas econômicos da Alemanha.

Os grupos usados como bode expiatórios foram (e são) muitos ao longo da História, variando de acordo com o local e o período. Os negros, os imigrantes, os comunistas, os capitalistas, os americanos, a Igrejia Católica, as igrejias nao católicas, os "nordestinos no Brasil", as "bruxas", as mulheres, os pobres, os judeus, os leprosos, os homossexuais, os deficientesfísicos e/ou mentais, os ciganos etc.

Atualmente, o uso de bodes expiatórios é cada vez mais combatido e, quanto esta tendência é levada ao seu extremo, podem ser criadas regras sociais de controle da linguagem, como no caso do politicamente correto.

De forma alternativa, a expressão "boi de piranha" tem esse mesmo sentido.

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